quinta-feira, 25 de março de 2010

uma crítica à "teologia da prosperidade" por Chacon


Olá,


Escrevi uma crítica à "teologia da prosperidade" e ao comércio da fé no que foi publicado no jornal O Tempo/Super de hoje.Esta sendo veiculado impresso e na net.




Quando puder da uma olhadinha lá



Alô redação!

VENDE-SE CEROULA


É notório como o tema "prosperidade" tem sido utilizado pela grande mídia, dita evangélica, como estratégia de marketing para incentivar o desejo individualista e consumista do ser humano.
As empresas de mercado "gospel" e os grandes meios "evangélicos" de comunicação estão repletos de ofertas de produtos "espirituais": "Plante novecentos e noventa e nove reais e seja próspero". "Use a marca Aleluia e evangelize todas as nações". "Compre a Bíblia autografada do ‘Gato Felix’".
É evidente que muitos desses anúncios, mesmo utilizando-se de uma linguagem religiosa, refletem apenas a sede de dinheiro e poder de muitos líderes religiosos que falsamente se dizem cristãos. Essas organizações capitalistas assumem o pretenso nome de "igreja evangélica" com o único objetivo de explorar a tantos quanto puderem.
A verdadeira mensagem evangélica, ao contrário do que ensinam esses "anticristos", não consiste em um consumismo individualista e desregrado, mas sim em arrependimento do mal e conversão para uma vida bondosa. Mas, infelizmente têm surgido homens e mulheres, filhos da nossa pátria, e, tantos outros vindos do norte, que, ao chegarem ao Brasil, manipulam o Evangelho para transformá-lo em um comércio de ceroula.
Será que tais homens não se lembram que Jesus ensinou a dar de graça o que de graça eles receberam? Será que não se lembram do apelo que Cristo fez para que seus verdadeiros discípulos não se preocupassem em ajuntar tesouros na Terra?
A verdade é que assim como nos narra a história bíblica de Simão, o mágico, esses falsos profetas tornaram-se cegos por tentarem negociar aquilo que é sagrado. E o mais frustrante diante de tudo disso é perceber, que muitos de nós, que confessamos uma fé evangélica, temos cedido a esses discursos infames, no instante, em que, desistimos de lutar pelo bem comum, optando antes, por alcançar o bem de consumo.
Como um amigo costuma dizer "temos deixado de ser protestantes para assumirmos o papel de coadjuvantes em uma sociedade carente de Deus". Diante de toda essa situação, até quando, nós evangélicos, vamos nos calar?


Daniel Chacon

Um comentário:

  1. Uai, cadê o email e orkut q vc falou? Achei não =/. VOu lendo o blog aos pouquinhos

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